quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Soneto de aniversário

Passam-se dias, horas, meses, anosAmadureçam as ilusões da vidaProssiga ela sempre divididaEntre compensações e desenganosFaça-se a carne mais envilecidaDiminuam os bens, cresçam os danosvença o ideal de andar caminhos planosMelhor que levar tudo de vencidaQueira-se antes ventura que aventuraÀ medida que a têmpora embranqueceE fica tenra a fibra que era duraE eu te direi : amiga minha, esquece...Que grande é este amor meu de criaturaQue vê envelhecer e não envelhece....

(Vinicius de Moraes)

Um comentário:

Pedro Berocan disse...

Este soneto é esplêndido.
Adoro suas visitas. :)

Beijo