quinta-feira, 28 de abril de 2011

STJ analisa competência para os chamados crimes informáticos (crimes virtuais = cybercrimes): c...


Extraído de: Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes  -  26 de Abril de 2011
Trata-se de entendimento firmado pela Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no CC (Conflito de Competência) 97201. Para o Tribunal da Cidadania, no caso dos crimes virtuais, praticados pela internet (neste caso específico calúnia praticada em blog jornalístico) a competência é firmada pelo lugar de onde partiu o ato delituoso. Em outras palavras, local da sede do provedor do site.
Deparamo-nos com dois importantes problemas quando da concretização de infrações penais. O primeiro, a inexistência de inexistência de legislação que o regulamente. Não contamos com nenhuma lei sobre o assunto. O Código Penal brasileiro, de 1940, é claro, não previu tais situações. No entanto, cabe ao Direito acompanhar a evolução da sociedade. Perguntamos: a internet é conhecida pelos brasileiros desde 1988 esse período não teria sido suficiente para a atualização da legislação penal e regulamentação específica dos crimes praticados pela internet?
Ao lado dessa questão, está a dificuldade na determinação da autoria destes crimes. É grande a dificuldade de identificar quem efetivamente o praticou. É indispesável a autorização judicial para a identificação do IP de onde pode ter partido a ação delituosa e, quando identificado, necessário comprovação de quem, efetivamente, utilizou aquele PC para a prática do crime. Este ponto, numa análise mediatista, pode paracere mero detalhe, mas, em sede de Direito Penal e Processual Penal, a determinação da autoria é fator indispensável. Vale lembrar que, ao tratar dos requisitos da denúncia e da queixa crime, o Código de Processo Penal traz a necessidade de indícios sobre a autoria.
Voltemos à problemática relacionada à fixação da competência penal para julgamento destes crimes. De acordo com o entendimento firmado pelo Tribunal da Cidadania, trata-se de competência territorial, que se firma pelo local em que hospedado o provedor do site.
Vale lembrar a regulamentação trazida pelo Código Penal em seu art. , ao tratar do local do crime é aquele em que se realizou qualquer dos atos que compõem o iter criminis . Mas, nos crimes virtuais, tais atos podem ser praticados em vários locais!
No caso objeto de estudo, o site por meio do qual o crime fora praticado está hospedado em provedor situado na cidade de São Paulo e, a aplicação do art. 70 do CPP ( a competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração ), não traz nenhum problema.
Aparentemente simples a solução, mas, surgem alguns questionamentos neste momento. Ora, qual seria o tratamento no caso de sites hospedados em provedores localizados fora do Brasil? Estaríamos diante de hipótese de competência internacional? Concorrente ou exclusiva? Como o provedor hospedado no território de outro país, seria este Estado o competente para o processo e julgamento do crime? Estaria automaticamente excluída a competência da justiça brasileira neste caso? O autor deste crime, domiciliado no Brasil, seria processado e julgado pela Justiça estrangeira, do local em que hospedado o site?
Ainda não temos no cenário atual, de total omissão legislativa sobre os crimes desta natureza, respostas absolutas para estas perguntas. Vamos nos arriscar a entender algumas delas, partindo da premissa firmada pelo STJ na presente decisão aplicação da legislação comum.
Poderíamos, pensar aqui, na aplicação de algumas regras trazidas pelo CPP, em seus art. 70, 88. Vejamos:
Art. 70 . A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
1º Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.
2º Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu resultado.
3º Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.
Art. 88 . No processo por crimes praticados fora do território brasileiro, será competente o juízo da Capital do Estado onde houver por último residido o acusado. Se este nunca tiver residido no Brasil, será competente o juízo da Capital da República.
Seria, então, o caso de aplicarmos, por exemplo, a disposição dos 1º, 2º ou 3º do art. 70? Ou então, do art. 88?
Aguardemos a posição dos nossos Tribunais sobre o tema!
Autor: Patrícia Donati de Almeida

Professor fará parte da jornada fora da sala de aula


Valor Econômico
 
A partir de hoje, professores de escolas públicas brasileiras, municipais, estaduais e federais, têm o direito de usar um terço da sua carga de trabalho semanal para atividades extraclasse. O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu ontem julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) de 2008 que questionava a lei que estabeleceu o piso salarial nacional e a regulação da carga horária da categoria.
Apesar de considerar a lei constitucional, o Supremo manteve o impasse quanto à interpretação jurídica de sua aplicação. Como a votação sobre a hora-atividade terminou sem maioria, empatada em cinco votos, a corte entendeu que a reserva de um terço da carga horária continua valendo, mas os efeitos não são vinculantes. Ou seja, a decisão pode não ser replicada em outras instâncias judiciais.
"Estamos convidando as prefeituras a não obedecer a lei, ao dizermos que essa face da lei [a questão da carga horária] não vincula", reclamou o relator da matéria, ministro Joaquim Barbosa.

Serra e Kassab racharam elites paulistas‏

Por Maria Inês Nassif*
 
O curioso do desmantelamento das estruturas partidárias do establishment político paulista é que os rachas que se sucedem são um quase reconhecimento de que os partidos foram muito menos efetivos, em termos de construção e consolidação de uma hegemonia ideológica, do que propriamente os instrumentos não partidários de elaboração de cultura e convencimento, como os órgãos de imprensa. Os políticos que saem às pencas do PSDB e do DEM, estes últimos claramente em direção ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, cujo principal patrimônio político é um mandato de prefeito da capital que acaba em 2012, estão abandonando estruturas partidárias que, juntas, monopolizaram a política do Estado nas últimas duas décadas. Provavelmente vão construir novos partidos sem qualquer cimento ideológico, na tentativa de arregimentar um eleitorado que não é tão conservador quanto o eleitor tucano/kassabista, mas com tendências igualmente antipetistas. E fazem uma aposta de que vão esvaziar o PSDB original, agora sob o comando do governador Geraldo Alckmin, de seu maior patrimônio político: a adesão incondicional da elite paulista, mediada por uma grande imprensa sediada no Estado, ambos (elite e jornais) seduzidos pelo curriculo lattes dos quadros que não aceitam a liderança caipira do governador nascido em Pindamonhangaba, embora não exista distância ideológica relevante entre os dois grupos.
 
 
A elite paulista que agora mingua o PSDB teve a ilusão, durante o período de governo de Fernando Henrique Cardoso – sociólogo, culto, com trânsito junto aos poderosos e aos letrados, inclusive fora do país – de que seu projeto de poder ganhava verniz e seu projeto econômico, uma construção ideológica que o tornaria universal, palatável a todos os setores sociais. Foi um momento de grande convergência entre elites intelectuais e econômicas, sedimentada por uma militância dos órgãos de imprensa tradicionais, a maior parte deles sediados no Estado. Em algum momento da história, o caráter de um projeto que seria pretensamente universal ficou ilhado no mais rico Estado da Federação, sem diálogo com os demais e com uma grande dificuldade de acesso aos setores de mais baixa renda, que ascenderam na escala social durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência (2003-2010).
 
Ao longo desse período de descolamento da ainda irrefutável hegemonia econômica paulista de sua hegemonia política, as elites paulistas, que ainda mantém a centralidade na economia nacional, têm carregado nas costas as estruturas partidárias que floresceram nos governos FHC e minguaram nas administrações de Lula. Para efeito de campanha eleitoral, por exemplo, a adesão de um jornal a uma candidatura tucana (ou à de Gilberto Kassab, nas eleições municipais passadas) foi um dado mais efetivo do que a adesão da estrutura partidária.
 
A disputa interna entre José Serra e Geraldo Alckmin anula a efetividade do PSDB numa campanha política no Estado; a adesão de um órgão de imprensa tradicional, por outro lado, confere ao candidato escolhido alguma organicidade e atrai adesão ideológica. Enfim, os instrumentos políticos de fora do PSDB paulista têm exercido, nas campanhas eleitorais, o papel de construção e sedimentação política dos candidatos que os próprios partidos, divididos, não têm condições de oferecer.
 
A adesão incondicional de outros instrumentos privados de ideologia ao PSDB, ou a eventuais aliados eleitorais do partido, todavia, foi bastante facilitado pela polarização da política paulista entre o PT e o PSDB. O crescimento do DEM no Estado na última década, aliás, aconteceu com o aval do PSDB fernandista-serrista, aquele que efetivamente transita junto aos jornais e às elites econômicas e intelectuais do Estado – o ex-PFL só cresceu no Estado como linha
auxiliar do PSDB.
 
A coincidência entre a criação da dissidência do DEM, o PSD, por Kassab, e a saída em massa de adeptos de Serra do PSDB, é uma clara ofensiva contra a hegemonia de Alckmin no PSDB estadual. Os dois movimentos, juntos, apontam para uma estratégia ininteligível do ponto de vista político: não ocorrem apenas rachas nos partidos que monopolizam os votos de centro-direita e de direita no Estado, mas uma cisão no bloco partidário que permitia, pelo menos a nível regional, manter a unidade das elites econômicas, políticas e intelectuais do Estado há mais de duas décadas. Serra e Kassab não estão rachando apenas os seus partidos, mas as elites paulistas.
 
Maria Inês Nassif é jornalista e cientista política. E-mail: minassif@gmail.com.
 

Deputado europeu diz que Brasil hoje é país da moda


Agência Brasil



Os avanços econômicos e sociais conquistados pelo Brasil nos últimos anos chamam a atenção do mundo. A avaliação é do deputado espanhol Luis Yáñez, que preside a delegação do Parlamento Europeu para as relações com os países do Mercosul. Bem-humorado, Yánez definiu as relações do mundo com o Brasil em uma única frase: “O Brasil é hoje o país da moda. Todo mundo quer se parecer com ele”.

Desde o começo desta semana Yánez e um grupo de parlamentares europeus estão em Brasília para negociar o tratado de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O deputado elogiou as primeiras ações da presidenta Dilma Rousseff relativas à política externa – dado prioridade à América do Sul, em defesa dos direitos humanos e na busca por investimentos no país.

“O Brasil faz um trabalho inestimável na luta contra a impunidade, contra a tortura, que ela [Dilma Rousseff] já sofreu na ditadura e contra os pontos que ferem os direitos humanos. Isso produz um efeito exterior, sobretudo na América Latina”, afirmou Yánez, acrescentando que o país tem um papel muito importante no desenvolvimento e na busca da paz e do diálogo no mundo.

Para Yáñez, o fato de o Brasil sediar a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, destacam ainda mais a importância que o país passou a ter no cenário internacional. “Não é uma casualidade nem uma onda passageira, mas fruto de mais de 20 anos de esforço e de uma conjunção de fatores”, disse.

O parlamentar europeu alertou, porém, sobre o risco de acomodação e do excesso de confiança às vésperas dos dois eventos esportivos, reações que podem atrapalhar. “O país deu um passo de gigante nos últimos anos, mas não deve confiar [por considerar-se capaz demais]. No dia em que os brasileiros acreditarem que está tudo feito, será o começo de uma nova decadência”, afirmou.

Yánes acrescentou que “apesar de milhões de pessoas terem saído da pobreza extrema, ainda há pobreza. Apesar de ter combatido a violência e a insegurança, ainda há violência e insegurança. Não está tudo feito.”

O espanhol disse que a Copa e as Olimpíadas devem ser encaradas como um desafio não apenas desportivo, mas para impulsionar a economia e modernizar setores que ainda são gargalos. “É um desafio que deve ser assumido pela sociedade para que se vá mais além”.

Para Yánez, o mundo não vê mais o Brasil apenas como um potencial futuro, mas como realidade presente. “Não se fala mais no Brasil como um país atrasado. Ele tem problemas, mas é muito mais dinâmico”.

Segundo o parlamentar europeu, existe no Brasil um “projeto de país”, construído progressivamente. “Quando se conversa com diretores de meios de comunicação, empresários, sindicalistas, políticos de oposição ou de governo, todos te explicam que país estão construindo e o que te dizem se parece muito”.

A Islândia, sim, é uma revolução‏

"A Islândia converteu-se em uma luz fulgurante no deserto das democracias modernas", escreve o historiador Daniel Reboredo em artigo publicado no jornal espanhol Diario Vasco, 15-04-2011. A tradução é do Cepat.
Eis o artigo.

No sábado, 09 de abril, foi realizado na Islândia um referendo com o qual se pretendia encerrar o ciclo iniciado com a crise financeira de 2008 que levou o país à ruína e em cujo processo os cidadãos demonstraram o que se pode fazer diante da especulação financeira desregulada. Mas, o que realmente fizeram? E se é assim, por que a mídia não está abarrotada de notícias relativas ao antigo reino de Thule? Não há interesse em mostrar um caminho que se afasta das estradas controladas pelo FMI e o Banco Mundial?
Todas estas perguntas, e muitas outras, podem ser respondidas de uma ou de outra maneira dependendo dos interesses da pessoa em questão, mas o que ninguém poderá negar é que os islandeses foram capazes de nos mostrar uma alternativa para as decisões unânimes que os governos dos principais países do mundo adotaram para enfrentar as consequências da crise e ao papel culpado assinalado aos cidadãos comuns nesta trágica pantomima.
Tantas palavras ocas sobre os acontecimentos dos países árabes, caracterizando-os exageradamente de revolução quando o poder segue nas mãos dos mesmos; numerosos artigos dedicados à Grécia, Irlanda e agora Portugal, e raríssimas referências a um autêntico processo revolucionário de consolidação de verdadeira democracia sem indício algum de violência. Só os islandeses e sua revolução pacífica foram capazes de derrubar, em 2009, um governo (o do conservador Geir H. Haarden), redigir uma nova Constituição e colocar na prisão muitos dos responsáveis pela quebra econômica do país, consolidando a democracia mais antiga do mundo.
Como conseguiram isso? De uma forma muito simples, negando-se a assumir as dívidas contraídas pelos bancos privados e aproveitando a vazão dada pela democracia para participar de todas as decisões importantes que foram adotadas no país desde 2008. Dentre as mais importantes, cabe destacar as eleições antecipadas de abril de 2009, das quais saiu o governo de coalizão formado pela Aliança Social-Democrata e o Movimento de Esquerda Verde, encabeçado pela primeira-ministra Jóhanna Siguroardóttir; o Referendo de 07 de março de 2010, rechaçando as negociações com os governos holandês e britânico para devolver os 3,7 bilhões de euros da quebra do banco Icesave (filial do Landsbanki) e bloqueando o pagamento da dívida; a rejeição do acordo aprovado no Parlamento islandês de 17 de fevereiro de 2011, ante as pressões dos organismos financeiros internacionais, que depois vetaram Ólafur Ragnar Grímsson e que deu lugar ao referendo; a 'Iniciativa Islandesa Moderna para os Meios de Comunicação', projeto de lei que pretende criar um marco jurídico destinado à proteção da liberdade de informação e de expressão; e, finalmente, uma ambiciosa reforma constitucional que, pela primeira vez na história, nascerá de um processo de democracia direta e na qual trabalham, desde meados de fevereiro, 31 cidadãos sem filiação partidária (o chamado Parlamento Constituinte Assessor) para elaborar um novo texto que substituirá o de 1944.
O silencioso 'processo revolucionário' islandês começou, como assinalamos, em 2008, quando seu governo decidiu nacionalizar os três principais bancos que estavam tecnicamente quebrados, o Glitnir Bank HF, o Kaupthing e o Landsbanki Islands HF, e cujos clientes eram principalmente holandeses, britânicos e norte-americanos. Bancos que, ao abrigo do prepotente e ufano neoliberalismo, se lançaram na compra de ativos e produtos "podres" fora de suas fronteiras.
Apesar da resistência cidadã em pagar os pratos quebrados, os islandeses sofrem as consequências da cobiça neoliberal na forma de cortes econômicos na saúde, educação e outros setores públicos; no aumento do desemprego; nas reduções salariais ou no congelamento dos salários; no aumento dos preços; no pagamento do empréstimo de 2,1 bilhões de dólares do FMI, etc.
Trabalhavam a favor do "Sim" no referendo fatores como a redução dos juros aplicada pela Holanda e o Reino Unido (5% para 3%), o aumento do valor dos ativos do Landsbanki, a forte pressão internacional e as ações legais derivadas do não pagamento. Claro que também havia a possibilidade de que este segundo referendo não fosse suficiente e num futuro o Parlamento aprovasse uma nova norma para a devolução dos depósitos, o que nos levaria a uma nova consulta popular.
Pois bem, a vitória do "Não" coloca o país em uma tessitura em que qualquer negociação que fizerem será, já o é, em condições melhores que as de outros Estados europeus. Inclusive seu processo de adesão à União Europeia, iniciado em junho do ano passado, será, apesar das declarações de algum líder europeu, favorável aos seus interesses.
A transcendência do que aconteceu na Islândia ultrapassa o pagamento ou não de sua dívida. No país nórdico foram debatidos e questionados os valores que levaram ao boom especulativo e à incompetência e deslealdade dos dirigentes públicos e privados sobre os quais se deve fundar uma sociedade; recuperou-se o papel da cidadania na democracia e na construção social; recordou-se que a política e aqueles que a exercem devem estar a serviço dos cidadãos; demonstrou-se que há outras formas de enfrentar a crise e, finalmente, transitou-se da democracia representativa liberal para a democracia participativa direta. A Islândia converteu-se em uma luz fulgurante no deserto das democracias modernas. A Islândia, sim, é uma revolução.
Walter -- EngaJarte-blog

Lerner é condenado à prisão por licitação de pedágios






Ex-governador dispensou concorrência a poucos meses do fim de seu mandato, em 2002. Pena é de três anos e seis meses em regime aberto


Divulgação/Canoas-RS
Jaime Lerner ainda pode recorrer da decisão.
O ex-governador do Paraná Jaime Lerner foi condenado pelo juiz da 3.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, Nivaldo Brunoni, a três anos e seis meses de detenção, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 96 dias-multa, sob acusação de favorecimento indevido à concessionária de rodovias Caminhos do Paraná. Lerner teria, supostamente, concedido a exploração de pedágios na BR-476 e na PR-427, em 2002, sem processo licitatório. Além dele, foram condenadas outra sete pessoas, entre elas o ministro dos Transportes à época, João Henrique de Almeida Sousa. Pela sentença, o pagamento da multa substitui a prisão.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, a empresa, que já tinha um contrato com o governo, ganhou outros dois trechos sob pretexto de reequilíbrio econômico-financeiro. Para Brunoni, o que houve foi favorecimento indevido "em detrimento aos preceitos constitucionais e legais que estabelecem que a licitação é o caminho indispensável para que se garanta a justa competição entre os proponentes e a melhor proposta de interesse público".

Segundo o juiz, chama a atenção  o fato de a dispensa de licitação, sob a forma de termos aditivos, ter ocorrido em outubro, poucos meses antes do término do mandato, o que "caracteriza elemento importante para se entender o motivo que levou aquela equipe de governo a optar, de forma açodada e ousada, a conceder importantes trechos de rodovia sem a realização da necessária licitação". Cabe recurso ao Tribunal Federal da 4.ª Região, em Porto Alegre.

O advogado de Lerner, José Cid Campelo Filho, disse que ainda não tinha sido comunicado oficialmente da sentença. Segundo ele, a decisão foi contrária às provas existentes. Campelo Filho entende que o juiz agiu com "emoção", por supostamente não ter simpatia pelo ex-governador. No processo, a defesa do ex-ministro dos Transportes disse que a competência para a decisão de dispensa de licitação era unicamente do governo paranaense.

Neuzinha Brizola morre aos 56 anos no Rio

Por Estadão.com.br, estadao.com.br

Neuzinha Brizola morre aos 56 anos no Rio
"Neuzinha Brizola lançou 'Mintchura'"
Morreu na tarde desta quarta-feira, 27, no Rio, Neusa Maria Goulart Brizola, de 56 anos, filha do ex-governador do Rio, Leonel Brizola (1922 - 2004).
Neusinha, como era conhecida, morreu por volta das 15h30, por complicações pulmonares decorrentes de uma hepatite C, na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio, onde estava internada desde domingo, 24.
Ela deixa dois filhos, Laila e Paulo Cesar, e quatro netos. Segundo assessores, o corpo será velado no Rio de Janeiro e deve seguir para o município de São Borja, no Rio Grande do Sul, onde será enterrado. Os horários do velório e enterro não foram divulgados.
O deputado federal Brizola Neto (PDT) anunciou a morte da tia em sua página pessoal na internet. 'Neusinha, que com todos os desentendimentos que a imprensa sempre explorou, foi sempre objeto de um carinho especial de meus avôs e será sepultada ao lado deles em São Borja', afirmou em seu blog.
O estilo de Neuzinha ganhou destaque no primeiro mandato de Brizola no governo do Rio, entre 1983 e 1987. Chegou a se lançar como cantora e teve como sucesso a música Mintchura em 1983, tendo Paulo Coelho como produtor. Na época, tinha desentendimentos públicos com o pai por causa de seu envolvimento com drogas. Posou nua para a revista Playboy, que teve a circulação proibida por Brizola.

Até que enfim! Governo entrega projeto que cria Defensoria Pública à Assembleia

Expectativa do governo é que a sanção ocorra no dia 19 de maio, data na qual é comemorado o dia do defensor público
Via Gazeta do Povo
O projeto de lei que cria a Defensoria Pública do Paraná foi enviado nesta quarta-feira à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A proposta estava nas mãos do governador Beto Richa (PSDB) e deverá passar pelas comissões da Casa de Leis para que, se aprovada, seja sancionada pelo governador. A expectativa do governo é que a sanção ocorra no dia 19 de maio, data na qual é comemorado o dia do defensor público.
A nova proposta prevê que o defensor público-geral seja escolhido por eleição direta pelos defensores. Ao todo serão 333 defensores públicos, sendo que 207 serão contratados logo após a realização do concurso público. Serão necessários ainda 426 servidores da estrutura administrativa.
Após entregar o projeto no plenário da Alep, o secretário chefe da Casa Civil, Durval Amaral, destacou que o objetivo é contar com pelo menos um defensor em cada comarca do estado. Por esse motivo, o projeto prevê um número maior de defensores para que possa existir pelo menos em cada local onde houver um juiz e um promotor.
Para o líder do governo na Alep, deputado Ademar Traiano (PSDB), o projeto deve tramitar com agilidade na Casa para que o concurso público seja realizado ainda em 2011. Para o líder da oposição,Tadeu Veneri (PT), a criação da Defensoria Pública é uma vitória da sociedade paranaense e ressaltou que diversos governos contribuíram para a construção desse processo ao longo dos anos.

Globo tenta maquiar crise DEMo-Tucana

O último a sair, que apague a luz!

Por Tiago Oliveira
Uma prova de que a crise no PSDB e DEM é mais complicada do que se imagina é o noticiário da Rede Globo. A julgar pelos telejornais da emissora, o governo e a prefeitura de São Paulo são verdadeiros oásis de “paraísos na Terra”. Enquanto a debandada acontece, o noticiário tenta convencer a audiência de que está tudo perfeito por lá. Então, que não se esqueçam de combinar com São Pedro essa estratégia de marketing político, pois bastam 15 minutos de fama da santidade para a toda a propaganda global ir literalmente por água abaixo. Nas legendas que carregam a herança histórica da direita brasileira, o que vale é o recado na porta: “o último que sair, que apague a luz”.
Saiba Mais:

Feldman diz que saída do PSDB se deve a fase “hipocrisia zero”

Da Redação eBand, com Rádio Bandeirantes - brasil@eband.com.br
A imagem da felicidade estampada no sorriso de um ex-tucano que bateu as asas.
O secretário de Esportes da Prefeitura de São Paulo, Walter Feldman, afirmou em entrevista ao Jornal Bandeirantes Gente, da Rádio Bandeirantes, nesta terça-feira que não planejou anunciar seu desligamento do PSDB ontem, mas a informação surgiu durante a pergunta de um repórter. De acordo com o vereador, sua saída do partido que ajudou a fundar em 1988, se deve a uma fase “hipocrisia zero” em sua vida.
Feldman declarou também que está triste por deixar a legenda tucana, mas ressaltou que o PSDB se desviou do seu rumo original. O secretário, que apoiou a candidatura do prefeito Gilberto Kassab em 2008, comentou que grupos liderados por apoiadores do governador Geraldo Alckmin estariam se vingando dele e de outros membros do partido.
Para ele, a retaliação aos secretários e vereadores do partido foi injusta porque só o que eles fizeram foi defender a aliança com o DEM. Feldman diz que Geraldo Alckmin está cercado de pessoas que querem “tomar conta do partido”.
O secretário considera a saída dele do PSDB como uma rendição incondicional, já que não foi proposto nenhum tipo de armistício por parte do governo estadual. Sobre a situação de José Serra, ele disse que o ex-governador soube ser camarada ao dar um cargo de secretário a Alckmin, mas não foi retribuído.
Durante a entrevista Feldman não diz se vai ou não para a legenda criada pelo prefeito Kassab, o PSD, e diz que os vereadores dissidentes devem seguir para diversos partidos. Ontem, o assessor do secretário disse ao eBand que essa seria uma das últimas opções.
Ainda nessa tarde, ele confirmou sua informação em sua página no Twitter. “Não saio do PSDB para entrar no PSD, como tantos pensam porque creem que todos os políticos só pensam em vantagens”, postou.
O Secretário de Esportes da Prefeitura de São Paulo vai deixar o cargo para ser o correspondente da prefeitura para as Olimpíadas de Londres. Ele será uma espécie de olheiro para trazer boas práticas para a capital paulista que sediará alguns jogos.

Lula já está atuando como um dos mediadores na Guerra Civil da Líbia


A imprensa brasileira, grotescamente atrelada  aos interesses  estratégicos dos Estados Unidos, não dá uma linha e faz questão de omitir que o ex-presidente Lula está agindo como um dos mediadores na explosiva questão da Guerra Civil Líbia. Ele está atuando como embaixador  informal ou coadjuvante do Itamaraty.
Ontem, (sábado, 16), Lula conferenciou (não foi mera visita de cortesia) com o premiê espanhol, José Luis Zapatero.  Após a reunião no Palácio de Moncloa, sede do Governo, foi emitada nota oficial onde se informa que foram tratados temas da atualidade  e  “especialmente os acontecimentos do Norte da África”. A mídia omitiu exatamente esta frase.
Entretanto, este blog está em  condições de informar que nos próximos dias Lula visitará o premiêr turco,  Receb Tayyp Erdogan, e o presidente da África do Sul, Jacob  Zuma , com os quais continuará discutindo  uma saída pacífica para a Guerra Civil na Líbia.
De todos os líderes europeus, embora  oficialmente obedeça a resolução da ONU que  autorizou operações militares para  neutralizar a aviação de Muamar Kadafi, Zapatero é o mais reticente com relação a escalada  bélica proposta pela França e pela Inglaterra. Além disso, ele evita envolver a Espanha em ações diretas no conflito.
Há dez dias, Erdogan apresentou um plano que ele chamou de “Mapa da Paz, propodo um cessar fogo negociado na Líbia. Muamar  Kadafi aceitou, mas os rebeldes, que ocupam Benghazi, a “Capital do Leste”, aconselhados por ingleses e franceses, se recusaram a negociar. Dias depois Jacob Zuma foi pessoalmente à Líbia e ofereceu também um plano de paz, mas   a situação se repetiu.
 É importante notar que Lula só começou a agir mais ostencivamente, depois que a presidenta Dilma Rousseff, assinou na China, juntamente com seus colegas do  Brics, uma declaração condenado as ações militares no Norte da África no Oriente Médio
 Nesse caso e mais uma vez, a mídia venal ocultou de seus leitores exatamente este trecho da declaração conjunta.
Entretanto,  a condenção do uso de força foi incluído no documento final justamente por insistência da presidenta brasileira e do presidente sul-africano.
Os  integrantes do Brics, Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, estiveram reunidos em Pequim, durante dois dias, na semana passada.

A morte anunciada do DEM


Primeira semana de Maio. Foi a data anunciada pelo próprio governador Raimundo Colombo, de Santa Catarina, para sua saída do DEM e ingresso no PSD do indizível Gilberto Kassab. Mas sua Excelência não desembarca sozinho.                                                                            
Para usar de suas próprias palavras, ele está  promovendo  “um arrastão” em seu  Estado, para  inflar a nova sigla, com dezenas de deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores. Colombo é ligado ao ex-governador Jorge Bornhausen, a principal liderança do DEM no Estado, que não se entende  com a direção nacional do partido e preferiu deixar a vaca ir para o brejo.
O presidente  do DEM, senador Agripino Maia (RN), bem como o líder na Câmara Federal, ACM  Neto, reconhecem que  a saída de Colombo  representa a  pá de cal. Restaria, agora, a extinção inglória ou a fusão com o PSDB que é  para onde ambos provavelmente irão.
Entretanto, nem todas as lideranças nacionais ou locais seguirão este caminho. O que há é uma debandada, onde cada um  trata de si, sendo que a maioria está desembarcando no PSD.
Daí os esforços de  Maia e do ex-vice-presidente Marco  Macial,  estes dois líderes da  chamada “Direita Civilizada” e herdeiros (envegonhados embora) da Ditadura Militar, para organizar a retirada. Esta é seria  a única maneira de negociar, com um mínimo de dignidade, a fusão com o PSDB.
A propósito, vale dizer que no Brasil,  salvo raríssimas exceções como a do Jair Bolsonaro, ninguém  quer ser de direita, apesar de pesquisas indicarem que há no eleitorado nacional uma fatia, de pelo menos vinte por cento, sempre disposta a  votar nessa corrente.
Sobre o féretro do DEM é preciso informar, ainda, que um dos líderes mais prejudicados com esta situação é o ex-prefeito carioca Cesar Maia que corre o risco de ficar sem partido. Logo ele que há um ano praticamente comandava o partido através de seu filho  Rodrigo Maia, presidente fomal da agremiação.  
É que, há exatamente um ano, ele, ao lado do atual presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra e do ex-senador Tasso Jereissati (CE), outro tucano ilustre, posicionaram-se ao lado de Aécio Neves na luta de foice que este travava, nos bastidores, contra José Serra. Luta esta que prosseguiu, já então  como boicote velado, mesmo depois de a candidatura do tucano paulista ter sido formalizada.
Por conta disso, a seção fluminense do PSDB criará dificuldades para o ingresso de Cesar em seus quadros, em caso de fusão. E é provável que o próprio ex-prefeito não queira se   submeter a uma situação vexatória, até porque seu peso político-eleitoral no Estado do Rio é maior que o peso somado de todos os líderes tucanos locais.
Finalmente: Além do governador Raimundo Colombo, vão sair do DEM para ingressar no PSD de Kassab, nada menos que cinco vice-governadores (inclusive Afif Domingos de São Paulo) além de 12 deputados federais e da  senadora rural Kátia Abreu (TO) que já se despediu.
Para o moribunmdo DEM sobrará apenas a governadora  Rosalba Ciarlini, do Rio Grande do Norte, que  também está balançando e até já disse que gosta  da presidenta Dilma Rousseff.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Funcionário da France Telecom se suicida ateando fogo ao próprio corpo

Aproveitando que aqui no Paraná se voltou a falar sobre privatização (Celepar, Copel...), segue aqui uma notícia que serve de alerta para os efeitos nefastos que a privatização produz sobre a rotina e a própria saúde dos trabalhadores, que passam a enfrentar mudanças drásticas nas políticas dessas empresas, entre elas o inevitável corte de pessoal, com fins de maximização dos lucros obtidos.




Morte aumenta lista de casos de empregados da companhia que se mataram nos últimos anos; entre 2008 e 2009 foram 32 suicídios

BBC Brasil | 26/04/2011 14:24
Um funcionário de 57 anos da France Telecom se suicidou nesta terça-feira ateando fogo ao próprio corpo no estacionamento de uma unidade da empresa na cidade de Mérignac, nos arredores de Bordeaux, no sudoeste da França.
A morte aumenta a já longa lista de casos de funcionários da companhia que se mataram nos últimos anos. Houve 32 suicídios entre 2008 e 2009 e pelo menos 25 no ano passado, segundo sindicatos.
Uma equipe de socorro chegou ao local por volta das 8h (3h em Brasília). Representantes do sindicato CGT, de trabalhadores da empresa, disseram que o suicídio estaria ligado às condições de trabalho do funcionário. Empregado na France Telecom há 30 anos, ele não teria suportado as mudanças frequentes de locais de trabalho, ocorridas nos últimos tempos, afirmam sindicalistas.

Foto: AFP
Empregado da France Telecom cobre com terra restos do funcionário que ateou fogo ao próprio corpo em Mérignac, sul da França
"Essas transferências impostas o levaram a vender sua casa. Ele havia escrito várias vezes à direção, mas não obteve resposta", diz François Deschamps, representante dos sindicatos CFE-CGC-Unsa da região sudoeste da França.
O funcionário trabalhava no setor de prevenção de acidentes em um centro de atendimento telefônico voltado aos clientes empresariais.
Plano

A direção da France Telecom estabeleceu em 2006 um plano que previa a demissão de 22 mil pessoas em três anos, a reestruturação da empresa e também a transferência obrigatória de funcionários para outros cargos e áreas geográficas.
Esse plano, contestado pelos empregados, foi estabelecido pouco após a privatização da empresa, em 2004, mais de um século após sua nacionalização.
A onda de suicídios levou a direção da empresa a anunciar, em setembro passado, medidas para tentar melhorar as condições de trabalho. Para sindicalistas, as iniciativas recentes da direção não são, no entanto, suficientes. E esse novo suicídio poderia indicar o fracasso das novas medidas.
A empresa havia anunciado, por exemplo, que as transferências de empregados para outras localidades deveriam ocorrer apenas se o trabalhador se candidatasse à mudança.
"A falta de mão-de-obra e objetivos inatingíveis de desempenho continuam exercendo pressões sobre os empregados", diz o sindicato CGT em um comunicado. A direção do grupo declarou estar "transtornada com o suicídio do funcionário da agência de Bordeaux".

Brasil poderá servir de referência para Bird no combate à pobreza


Extraído de: Portal Vermelho 

O exemplo brasileiro da adoção de programas de transferência de renda, principalmente o Bolsa Família, deverá ser tomado como referência pelo Banco Mundial (Bird) que organiza um plano internacional para a próxima década. O foco do banco é a renovação das estratégias de atuação nas áreas de proteção social e trabalho. O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rômulo Paes de Sousa, representará o Brasil nos debates.

É necessário observar que os programas de cooperação não se baseiam em venda de bens e serviços, afirmou o secretário à Agência Brasil. É uma abordagem integrada (reunindo vários setores em níveis federal, estadual e municipal) e mais mecanismos diretos. Vamos mostrar o que deu certo e o que não deu certo no Brasil", acrescentou.

Sousa apresentará o modelo brasileiro à direção do banco na próxima quarta-feira (27) e sexta-feira, em reuniões em Paris. Além do Brasil, foram convidadas autoridades da Costa Rica, Libéria, China, do Bahrein, dos Estados Unidos e da Rússia.

O secretário disse que quatro pilares sustentam a política social do governo brasileiro: o tratamento geopolítico e não comercial do tema, o envolvimento de setores distintos dos governos federal, estadual e municipal, um cadastro eficiente com os nomes dos beneficiados e seus históricos, a integração entre os programas e a associação desses elementos com o Estado forte e sólido.

O Brasil não se pauta por interesses geopolíticos ou comerciais para implantar os programas, o exemplo disso é o apoio dado à África. Não há um vínculo comercial para a transferência da nossa tecnologia, afirmou Paes de Sousa. Ao fazer isso, o Brasil mostra que o problema das cooperações [muitas vezes] é a relação de venda de bens e serviços. Estimulamos os financiamentos e há lugar para as instituições multilaterais.

Pelos dados do MDS, de 2003 a 2008 aproximadamente 24,1 milhões de brasileiros deixaram a linha de pobreza. Os programas de transferência de renda condicionada, como o Bolsa Família, atendem a cerca de 12,9 milhões de famílias no Brasil. De 2003 a 2010, mais de 13 milhões de empregos formais foram criados.

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rômulo Paes de Sousa, disse à Agência Brasil que a experiência mostra que a base da eficiência é a credibilidade nos programas. Segundo ele, o Estado forte também é fundamental para garantir o sucesso de um projeto.

O que diferencia o sucesso do fracasso é a capacidade de gerir do Estado. Sem um Estado forte fica muito difícil administrar um projeto, disse Paes de Sousa. A implementação de um programa não sobrevive à baixa credibilidade. É preciso garantir a legitimidade (dada pela população e pelo Estado), afirmou. Sem credibilidade e legitimidade o programa não atinge seus objetivos.

Para o Banco Mundial, as estratégias devem ter o objetivo da proteção social, com o enfoque do desenvolvimento de medidas de geração de oportunidades de emprego e trabalho como prevenção à pobreza e a promoção de qualidade de vida. Segundo o Bird, apenas as ideias inovadoras são capazes de resolver os atuais desafios do mundo.

De acordo com o comando do banco, as propostas apresentadas nos dois dias de discussões que começam nesta quarta-feira (27) devem se basear na informalidade, no financiamento e no estímulo de parcerias. O Banco Mundial pode trabalhar mais efetivamente na próxima década, informou a instituição em nota sobre a proposta das reuniões em Paris.

Vão participar das discussões, com suas experiências, representantes do Brasil, da Costa Rica, Libéria, China, do Bahrein, dos Estados Unidos e da Rússia.

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rômulo Paes de Sousa, disse à Agência Brasil que a experiência mostra que a base da eficiência é a credibilidade nos programas. Segundo ele, o Estado forte também é fundamental para garantir o sucesso de um projeto..

Vão participar das discussões, com suas experiências, representantes do Brasil, da Costa Rica, Libéria, China, do Bahrein, dos Estados Unidos e da Rússia.

Fonte: Agência Brasil

Grande mídia: Mudança à Lampedusa


Mude-se o que for necessário na doutrina liberal desde que, protegida pela falácia de que “o poder” é apenas “o poder do Estado” e apoiada na eterna retórica da defesa da democracia, a grande mídia e os interesses que representa e defende continuem intocados.

Desde a publicação do relatório da Hutchins Commission – “A free and responsible press” (Uma imprensa livre e responsável) – nos Estados Unidos, em março de 1947, a justificativa predominante (não a única) para o importante papel da mídia nas democracias liberais é a chamada “teoria da responsabilidade social da imprensa” (RS).

Como se sabe, a Hutchins, uma iniciativa dos próprios empresários de mídia, por eles financiada, foi criada em 1942 como resposta a uma onda de críticas diante da crescente oligopolização do setor e da formação das redes de radiodifusão (networks). Tornava-se cada vez mais difícil sustentar a doutrina liberal clássica do mercado livre de idéias (a free marketplace of ideas) onde a liberdade de expressão seria exercida por cidadãos e grupos empresariais de mídia em igualdade de condições. A saída foi a criação da teoria da RS.

Centrada no pluralismo e na diversidade de idéias – agora não mais no mercado, mas deslocados para dentro dos próprios veículos, regidos pelo profissionalismo, objetividade e imparcialidade das notícias – a Hutchins acreditava que a teoria da RS seria capaz de legitimar o argumento de que a liberdade da imprensa é uma extensão da liberdade de expressão individual [cf. nesta Carta Maior, “A responsabilidade social da mídia”].

Condição para o funcionamento da teoria da RS
Não só nos EUA, mas, sobretudo, em países europeus com forte tradição de imprensa partidária, a teoria da RS passou, no entanto, a enfrentar sérias dificuldades e a doutrina liberal clássica teve que se render à intervenção do Estado no mercado para garantir e estimular a concorrência através de agencias reguladoras independentes.

Teóricos da democracia liberal como Giovanni Sartori, por exemplo, afirmam que uma das condições que permitem uma opinião pública relativamente autônoma é “uma estrutura global de centros de influência e informação plurais e diversos”, isto é, uma “estrutura policêntrica dos meios de comunicação”.

De qualquer forma, o vínculo entre liberdade de expressão, liberdade da imprensa e democracia passa pela crença liberal de que o livre debate feito por indivíduos racionais e bem informados no mercado de idéias conduzirá necessariamente à formação de uma opinião pública independente capaz de tomar as melhores decisões para o conjunto da sociedade e, mais ainda, à prevalência da verdade. E uma das premissas para a formação de uma opinião pública independente, é a existência de competição entre os meios de comunicação.

Dessa perspectiva, a liberdade da imprensa encontraria sua justificativa na medida mesma em que permitisse a circulação da diversidade e da pluralidade de idéias existentes na sociedade – vale dizer, garantisse a universalidade da liberdade de expressão individual no debate público.

Nova proposta
O jornal “El Clarin” de Buenos Aires, em conflito aberto com o governo Kirchner – e vice-versa – publicou em sua página editorial, no dia 24 de abril, o artigo “El periodismo, infraestructura de la democracia” do executivo italiano Carlo De Benedetti, ex-Olivetti e ex-Pirelli, e atual presidente do Grupo Editorial L’Expresso.

No artigo, De Benedetti introduz um novo argumento sobre o papel da mídia nas democracias contemporâneas. Diante do “fluir anárquico de la información online, en el bombardeo continuo de datos que nos llegan en forma de bytes o píxeles”, argumenta ele que somente

“el buen periodismo puede seleccionar, ordenar, interpretar y proponer a los ciudadanos una representación de la realidad que les permita participar en la vida pública y ejercer el necesario control sobre el poder . Sin esa función esencial — y es la historia que estamos viviendo en nuestras sociedades occidentales — la multiplicación infinita de un saber aparente se traduce en un ruido de fondo invasivo, en cuyo efecto alienante se afirman los peores liderazgos populistas. Ese es el gran riesgo que enfrentamos”.

Para De Benedetti, portanto, não é mais a pluralidade e a diversidade na circulação de idéias, vale dizer, a universalização do direito à comunicação – que muitos de nós acredita estar sendo estimulada pelas novas TICs, sobretudo, pela internet – que fortalece a democracia. Ao contrário, são necessárias “personas intelectualmente preparadas, que sepan encontrar, seleccionar, ordenar e interpretar las noticias” e que garantam “una función esencial (da mídia), sin la cual no sólo desaparecería la gran información, sino que se vería castigada la democracia misma”.

O artigo termina afirmando que “quizás hasta ayer el rol del periodista estaba más en buscar la noticia, hoy en cambio está en seleccionarla e interpretarla. Pero la función de perro guardián frente al poder sigue intacta” [cf.http://www.clarin.com/opinion/periodismo-infraestructura-democracia_0_468553234.html ].

À la Lampedusa
É impossível ler o artigo de Carlo De Benedetti no “Clarin” e não se lembrar da máxima de Tomasi di Lampedusa no clássico “Il Gattopardo”: “é preciso mudar, para continuar tudo como está”.

Vale dizer, mude-se o que for necessário na doutrina liberal desde que, protegida pela falácia de que “o poder” é apenas “o poder do Estado” e apoiada na eterna retórica da defesa da democracia, a grande mídia e os interesses que representa e defende continuem intocados.

SOA-BRASIL Sociedade dos Amigos da TV Brasil: EUA - George W. Bush 8 anos de temores

SOA-BRASIL Sociedade dos Amigos da TV Brasil: EUA - George W. Bush 8 anos de temores: "Durante años, a Estados Unidos se le vio como el 'Faro de la Justicia y la Libertad'. En los ocho años de su administración, George W. Bush,..."

O Irã oferece o turismo mais barato do mundo


  em Política,Política Internacional, por leitefo Fomos ao Irã – III (*) – Por FC Leite Filho
O Irã diz que seu turismo cresceu 37%, alcançando 3,7 milhões de visitantes, em 2010. Uma boa taxa, mas ainda muito distante para alcançar o pique da vizinha Turquia, com seus mais de 20 milhões anuais. Para recuperar o tempo perdido, consumido na bonança do petróleo, de que é o segundo maior produtor no mundo, os iranianos estão oferecendo: o turismo mais barato e mais seguro do mundo para os seus quase um milhão de sítios arqueológicos. Os atentados, campos de treinamento e conspiratas, se ocorrem, não chegam a afetar a paisagem das cidades.
Verdade? Bom, se comparado com a Turquia, como podemos pessoalmente verificar, eles têm razão. Ao descermos no aeroporto de Istambul, na escala para Teerã, nos surpreendemos com o cafezinho expresso cobrado a seis dólares, mais do triplo do que é cobrado na capital dos antigos persas. Lá a alimentação e a diária dos hotéis também chegam a ser inifinitamente menores. Vimos hotéis de quatro e até cinco estrelas cobrar 100 dólares, enquanto uma salada season, saía a 4,2 dólares. As ligações telefônicas custam quase dez vezes menos e não apenas as locais ou de dentro para fora do país. As de fora para dentro, também, como atesta anúncio do serviço inglês PocketDialUK.com, que oferece chamadas a seis centavos de libra por minuto.
Jovem no Jardim de Hafez, em Shiraz - Foto nossa
Quanto à segurança, a menos que os Estados Unidos ou Israel cumpram a apocalíptica ameaça de lá jogar uma bomba atômica, as cidades vivem uma placidez bucólica, mesmo enfrentando o excesso de carros nas ruas. Você realmente se solta ao misturar-se aos iranianos e caminhar pelos majestosos parques, jardins, bosques, praças e monumentos, que o país cultiva com uma pachorra muito própria das sociedades milenares.
Ruínas de Persépolis - Foto nossa
Eles passeiam até altas horas por essas alamedas floridas, hidratadas pelos esguichos das fontes de água, que canalizam secularmente desde as montanhas, e aliviam docemente o calor do deserto e a relativa baixa humidade. A sós, acompanhados, com os amigos ou a família, eles fazem piqueniques, serenatas, ou mesmo arruaças no meio dos jovens mais excitados. Tudo na base do chá, do café ou do suco. No máximo, se permitem inalar o narguilê, o cachimbo árabe para tragar líquido. É que a bebida alcoólica, incluído o vinho, é terminantemente proibido, em lugares públicos ou fechados. Outra exigência: as mulheres são obrigadas a usar o hijab (véu na cabeça), ainda que possam andar desacompanhadas, fumar e dirigir automóveis (algo que não é permitido, no rígido sistema religiosos da Arábia Saudita).
Jardim em homenagem ao Poeta Hafez, em Shiraz - Foto nossa
As autoridades são rigorosas em manter essas objeções, as quais, não obstante, veem-se relaxadas nos últimos anos. Alegam que a religião islâmica, aprovada em referendum popular por 98%, juntamente com seu código de conduta, no primeiro ano da Revolução, em 1979, formam um fator de unidade nacional. É com esta unidade, dizem, que eles conseguiram consolidar o país, depois de anos de dilapidação do antigo regime do Xá Reza Pahlevi, e superar as severas sanções e as campanhas de difamação desatadas pelas grandes potências.
Igual postura as autoridades revelam quanto à lentidão dos serviços de internet, que não considera contratempo sério para o turista, pois, como comenta o vice-secretário de Turismo Shahbaz Yazdam, ser este um problema de algumas regiões, como a Amazônia, no Brasil, ainda dependente das conexões discadas, e onde ele esteve duas vezes ultimamente. No esforço de incrementar o turismo entre os dois países, Yazdam manifestou a esperança de contar com uma linha aérea Irã-Brasil, em futuro não muito distante. Por falar em internet, os iranianos não parecem inclinados a suspender a censura às redes sociais, como o Twitter e o Facebook, e sites hostis ao regime, sobretudo agora que aqueles endereços estão impulsinando as rebeliões na Síria.
Hotel Abbasi, em Esfahan, a partir de 93 dólares a diária - Foto institucional
O instinto gregário desse povo é algo inacreditável para nós brasileiros, ou ocidentais, de um modo geral, habituados ao lazer no ambiente fechado dos shoppings ou dos bares e cafés, quando queremos evitar a insegurança ou a poluição das praias. Eles dizem focar os cuidados na família e não no indivíduo, numa alusão ao estímulo ao personalismo ocidental. Outro costume muito em voga é frequentar as nababescas casas de chá, restaurantes e grandes hotéis, na maioria abertos ao público. Caso típico é o Hotel Abbassi. Datado do século XVII e localizado na zona urbana da cidade histórica de Esfahan, esse pedaço de paraíso em pleno deserto, com 216 acomodações, tem seus serviços de chá e restaurante com acesso livre a qualquer pessoa, inclusive estrangeira.
Detalhe interno do Hotel Abbassi - Foto institucional
Concebido para as antigas caravanas dos viajantes a camelo e a cavalo, que faziam a parada na cidade na cruzada do deserto, o Abbassi é outro exemplo de turismo espantosamente barato. Segundo seu site oficial (clique aqui), a diária inicial é de 93 dólares para quarto de solteiro e 137, o de casal. Mas o habitante da cidade ou visitante não precisa hospedar-se para desfrutar de algumas das maravilhas do hotel. Ele ou ela ou eles podem entrar e pedir seu chá, café, ou jantar, também cotados a preços módicos. Ou, se não quiser gastar, pode passear livremente pelos seus majestosos aposentos, salões e jardins babilônicos. (Veja outras imagens do hotel, inclusive uma de Luis Ferreira, clicando aqui para o site iranatagalce.com). Já os museus e monumentos, tão ou mais suntuosos e ricos em história quanto os de Paris e Londres, cobram a bagatela de 30 centavos de dólar a entrada.
As ruínas das cidades extintas, como Persépolis e Pasárgada, fundados respectivamente por Dario e Ciro, que conhecemos desde criança nos livros escolares de história geral, são outro tesouro a explorar. E as mesquitas? Espalhadas por todos os platôs do país, elas são, mais que templos da religião maometanas, grandes monumentos à arquitetura, à acustica e à paz dos povos.
Turismo Saúde – Os iranianos ainda se orgulham de seus alimentos, que dizem estar todos livres dos transgênicos, dada a severa proibição em lei, neste sentido. Tal restrição, junto com outras na fiscalização severa do uso do agrotóxico, torna o país, segundo eles, um dos com menores índices de câncer e de outras doenças graves. Por falar em saúde, eles também tem uma modalidade de turismo saúde, pelo qual, o turista vai lá, para passear e também tratar do corpo e da mente.
Argumentam que o tratamento é barato e os especialistas, e os médicos, particularmente, em cirurgia do coração, são dos mais capacitados do mundo. Eles ainda dispõem de uma rede de 500 spas aquáticos, muito procurados por turistas de vários países. Segundo um guia turístico oficial, a temperatura quente das fontes de águas minerais não cedem às variações do clima externo, as quais, em algumas regiões, podem atingir até 30 graus abaixo de zero. No geral, porém, a temperatura varia, entre 15 a 37 graus Celsius no verão (ao contrário do Kwait ou Iraque, quando sobem a mais de 50o.) e até menos 10, no inverno. Na primavera, a temperatura fica fica amena e não ultrapassa os 30 graus.
Vistos de entrada – As inscrições para vistos de turista podem ser feitas pela internet, através do site do Ministério de Relações Exteriores e Aeroportos (www.evisa.iran). O interessado terá de preencher um formulário, mandar cópia do passaporte e uma foto 3×4 atualizada.
Nossa viagem, que tinha o caráter mais político, já que os grupo de blogueiros progressistas de Brasília, é voltado para a realidade dos povos em busca da emancipação, foi também brindada com um percurso pelas cidades históricas. Nossos anfitriões insistiam em mostrar que não são os fanáticos ou sectários em política, como lhes retratam as grandes cadeias midiáticas. Por isso, se fartaram em mostrar suas relíquias históricas e seu saudável way of life. Chegamos a Teerã, a capital, no dia 11 de abril último, depois de uma viagem de 13 horas até Istambul e mais duas horas e meia noutro vôo para a capital iraniana.
Lá, além de contatos políticos com autoridades, fomos levados aos suntuosos complexos de palácios do deposto Xá Reza Pahlevi e da imperatriz Farah Diba, no meio de jardins paradisíacos, onde não resistimos a uma foto em conjunto. Didividos em palácios de inverno e verão, nos arredores de Teerã, a visita pareceu querer mostrar o fausto em que viviam os antigos governantes, em contraste com a vida quase monástica em que vivem os dirigientes de hoje – o supremo líder Aiatolá Ali Khamenei e o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Deveríamos também visitar a torre de televisão Milad, de 435 metros, tendo por fundo as montanhas congeladas de Alborz. Não deu certo, porque a torre estava em manutenção, segundo nos disseram. Foi uma pena, porque, de lá poderíamos descortinar excelente panorama daquela cidade de corte oriental.
Xiraz e Persépolis – De Teerã, saímos num vôo de 40 minutos para Xiraz, ex-capital do país, centro agrícola e industrial e onde se situam as ruínas de Persépolis, a capital dos persas, destruída por Alexandre Magno, da Macedônia. Fundada por Dario, em 518 AC, Persépolis foi a capital do Império Achaemenid, num imenso terraço, metade artificial e metade natural, onde o rei dos reis criou um imponente palácio, espelhado nos modelos mesopotâmios. A importância e qualidade dessas ruinas monumentais fazem dele uma relíquia aequeológica.
As ruínas de Parságada, que para nós ficou marcada no poema de Manuel Bandeira (Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei. Lá tenho a mulher que eu quero. Na cama que escolherei.) estava em nosso roteiro, mas não foi cumprida por falta de tempo. Lamentamos, porque ali está o que foi a primeira capital dos Achaemenid, fundada por Ciro II, o grande, no século VI antes de Cristo. Seus palácios, jardins e mausoléus de Ciro são considerados exemplos marcantes da civilização persa.
Foi também em Xiraz que conhecemos o jardim em homenagem ao Poeta Hafez, lírico e místico persa, nascido entre 1310 e 1337, naquela antiga capital. Suas obras são encontradas na maioria dos lares, quando os iranianos decoram seus poemas e os utilizam na conversação ou em suas reflexões. Lá é que descobrimos o interesse do povo pela cultura e o carinho com que trata seus poetas e heróis. O jardim de Hafez, que também abriga seu túmulo, consiste num complexo artesanal, com oficinas e workshops, onde as obras são produzidas na frente dos visitantes. Pessoas de todas as idades passam tardes e noites se deleitando nas suas alamedas, casas de chá e museus. De Xiraz, fomos para Esfahan, de onde seguimos para Yazd e de lá retornamos para Teerã, onde permanecemos até 19 de abril de 2011.
(Entre 11 e 19 de abril de 2011, um grupo de jornalistas blogueiros independentes de Brasília viajou por Teerã, Sihaz, Esfahan e Yazd para conhecer a realidade iraniana.)

New York Times: Papeles de Guantánamo prueban catástrofe moral y legal de gobierno de EEUU

 por midiacrucis
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26 de abril 2011.-Los documentos internos de la prisión de Guantánamo, Cuba, publicado en The Times el lunes fueron un escalofriante recordatorio de la catástrofe moral y legal que el presidente George W. Bush creó allí, afirma hoy en un editorial The New York Times titulado “Los papeles de Guantánamo“.
Assista ao video: resultado do governo de
“Ellos describen el caos, la anarquía y la incompetencia en el sistema de su administración para decidir la culpabilidad de los detenidos o la inocencia y la evaluación de si serían una amenaza en caso de ser liberados”, añade el diario. Asegura que hombres inocentes fueron detenidos en base a escasa o inexistente evidencia y sometidos a detención prolongada, a menudo con abuso y tortura: “algunas personas que fueron puestas en libertad más tarde actuaron en contra de los Estados Unidos. Los presos que se suicidaron eran considerados sólo como un problema de relaciones públicas.”
The New York Times añade que “evidencia obtenida de la tortura y los no corroborados rumores de compañeros de prisión llenan los más de 700 documentos secretos obtenidos por The Times y otras organizaciones de noticias”. Pone como ejemplo el caso de Mohammed al-Qahtani, un saudí que se cree ha sido participante en los atentados 11 de septiembre 2001, fue amarrado como un perro, humillado sexualmente y obligado a orinarse encima.
El diario asegura que “algunas evaluaciones se basaron en insinuaciones, chismes o información suministrada por personas cuyos motivos eran poco fiables y cuya información más tarde resultó ser falsa. Haji Jalil fue capturado en 2003 después de que un funcionario de inteligencia de Afganistán dijera que había tomado “parte activa” en una emboscada que mató a los soldados estadounidenses. Él fue enviado a casa dos años más tarde, un retraso inexcusable, después de que funcionarios estadounidenses determinaron que el Sr. Jalil había sido utilizado para dar cobertura a la participación de los oficiales de inteligencia y otros en el ataque.”
(Traducido para Cubadebate por Rafael Escalona)

Protógenes diligencia e ouve os acusados de terrorismo pela revista Veja

por midiacrucis
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 O deputado Federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) esteve, esta semana, na cidade de Foz do Iguaçu, Paraná, para conversar com os acusados de terrorismo pela revista Veja. O parlamentar viajou a convite da comunidade muçulmana que está indignada com as matérias publicadas pela revista que, segundo eles, são mentirosas e com o objetivo de criar um clima de terror e discriminação contra os muçulmanos.
No domingo (17), cerca de mil pessoas participaram de um ato de repúdio contra a Veja, que aconteceu no Centro Islâmico de Foz do Iguaçu. Protógenes lembrou a participação dos mulçumanos na construção do Brasil, e reafirmou a principal característica do povo brasileiro de ser hospitaleiro e não discriminar outros povos que vivem no Brasil. O deputado falou sobre a importância de o povo árabe-brasileiro se unir para mostrar a cultura de paz ensinada pelo Alcorão e cultuada pelos muçulmanos.
Autoridades religiosas, públicas e políticas participaram do evento e destacaram a importância política e moral do envolvimento do delegado licenciado da Polícia Federal que atuou por mais de 2 anos em Foz do Iguaçu. O imigrante árabe mais antigo da comunidade, Mohamed Barakat, morador há 55 anos na região, disse que o discurso feito pelo parlamentar no Plenário da Câmara dos Deputados, em defesa do povo muçulmano, fez com que a comunidade se sentisse protegida e cidadã, legítimos brasileiros. O vice-prefeito da cidade Chico Brasileiro (PCdoB) sugeriu que Protógenes seja nomeado embaixador do povo muçulmano na Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina). Já o estudante da Escola Libanesa Brasileira, Mohamad Khazaal, que possui cerca de 700 alunos, declarou o seu orgulho em ser brasileiro, mas confessou o medo no futuro por causa das discriminações que podem acontecer em decorrência das matérias publicadas pela Veja.
O deputado Delegado Protógenes ouviu os dois dos acusados de terrorismo pela revista, Assaad Barakat e Sael Atari. Barakat, morador na cidade há mais de 20 anos, casado com uma brasileira e com filhos brasileiros disse que a comunidade sempre confiou no judiciário, mas se mostrou preocupado com alguns acontecimentos que estão assustando os árabes. Ele citou o exemplo do seu pedido de cidadania brasileira negado pelo Ministério da Justiça sem qualquer justificativa, o que o leva a acreditar numa pressão externa para impedi-lo de receber o seu direito. Já o comerciante Sael Atari lamentou a sua prisão, por quatro meses, para averiguação e lembrou que não houve nenhum pedido de desculpas. A esposa de Atari disse que na época ficou sem chão, pois não tinha a quem recorrer e a comunidade, com medo, não quis depor a favor dele.
Além de denunciar o preconceito contra o povo muçulmano, o deputado Delegado Protógenes iniciou, na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, uma proposta para fiscalizar o Programa Antiterrorismo da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). O parlamentar quer saber a origem e destino dos recursos do programa, bem como o possível financiamento de propagandas e notícias que vinculam o povo muçulmano a atos de violência e terror, veiculados na grande mídia nacional.

Fonte: Blogdo Protógenes

Oposição em MG tenta criar CPI sobre repasses a rádio de Aécio


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RODRIGO VIZEU
DE SÃO PAULO
A oposição ao governador Antonio Anastasia (PSDB), liderada pelo PT, reúne assinaturas para pedir a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Assembleia Legislativa de Minas para investigar a destinação de dinheiro público em uma rádio da qual o senador Aécio Neves (PSDB) é sócio.
Padrinho político de Anastasia, Aécio foi governador de Minas de 2003 a 2010.
O líder da oposição, Rogério Correia (PT), disse já ter 23 das 26 assinaturas necessárias para entrar com o pedido de CPI. A oposição, porém, só tem os 23 integrantes que já assinaram o pedido entre 77 deputados.
O plano do petista é conseguir as assinaturas que faltam com a bancada do PDT, que, segundo Correia, tem "alguma independência", e tentar tirar proveito de "insatisfações com nomeações" na base do governo.
Além de investigar a injeção de recursos do governo na rádio do tucano, a oposição quer saber se houve ingerência da irmã de Aécio, Andrea Neves, sobre os investimentos.
Também sócia da rádio, Andrea comandou o núcleo de comunicação do governo, que apontava as diretrizes e planos de comunicação durante as gestões do irmão.
O governo de Minas confirma o investimento de verbas públicas na rádio Arco-Íris, que transmite a Jovem Pan em Belo Horizonte, e diz que ele é legítimo. Segundo a assessoria do governo, a rádio recebeu R$ 210.693 em verbas publicitárias em 2010.
O governo afirma que usa critérios técnicos para programar a publicidade. A assessoria de Aécio também afirma isso e nega ingerências de Andrea sobre os gastos.
Documento do governo entregue aos deputados nesta terça-feira afirma que a Jovem Pan teve a sexta maior audiência "na maior parte de 2010", mas só foi a oitava rádio que mais recebeu em publicidade.
O governo afirmou que os critérios de investimento determinam "que todas as emissoras recebam igual número de inserções em cada campanha publicitária".
A oposição espera ter agora o total investido na rádio nos dois governos de Aécio. O governo disse que "está tentando fazer um levantamento" desde 2003.

Viúva libera diários de ex-Beatle

FAMOSIDADES

Por FAMOSIDADES
RIO DE JANEIRO - A viúva do ex-Beatle George Harrison vai publicar um livro com fotos inéditas, cartas pessoais e diários escritos pelo cantor. Olivia está reunindo o material para lançar a biografia "Living in the Material World".
O obra, que pretende abordar toda a vida do guitarrista, será lançada no segundo semestre.
O prefácio será escrito pelo diretor Martin Scorcese. O cineasta está preparando um filme sobre a vida do músico.